terça-feira, 20 de julho de 2010

Empresa 2.0 - Novos conceitos de gestão

1 - O que é uma Empresa 2.0?

A expressão Empresa 2.0 foi cunhada por Andrew MacAffee em 2006 para descrever empresas que exploravam softwares de plataformas sociais emergentes, tanto dentro de suas estruturas quanto no relacionamento com seus parceiros e clientes, para permitir a colaboração e criação de comunidades virtuais.
Alguns traços das plataformas descritas por MacAffee são hoje encontrados em diversas mídia sociais como o Twitter (indiferença a hierarquias formais) e Orkut (aceitação de muitos tipos de dados) etc.
Mas há outras interpretações para a expressão, como, por exemplo, a de Tom Graves, que acrescenta novos traços constitutivos que permitem abarcar mais do que apenas as mídias sociais colaborativas que conhecemos:
- Mobilidade: sistemas que permitem consulta ao estoque por meio de dispositivos portáteis como celulares;
- Busca e recuperação de dados: adoção da estratégia do Google (são 18 bilhões de páginas à disposição!) à recuperação de documentos corporativos;
- Open Source: adoção de sistemas de código aberto como forma de reduzir custos e assegurar controle de versões;
- Cloud Computing: acesso à informação para além da estrutura fechada de uma rede corporativa com redução de custos;
- Business Intelligence: exploração das informações disponíveis em bancos de dados corporativos para detecção de tendências, previsão de riscos e tomada de decisão.

2 - Os 3 pilares de uma Empresa 2.0

Todos têm falado nas empresas 2.0 e suas quebras e rupturas de paradigmas com as corporações tradicionais. Assim como os grupos de mídia, quem não inovar será engolido pela revolução digital. Porém, a empresa 2.0 tem por pilares muito maiores do que questões digitas: ela se estrutura mais na própria gestão da empresa. Veja abaixo três alicerces de uma empresa 2.0:

2.1 - A empresa deve ser 2.0
Ser amarelo e dizer que é verde não é um bom negócio. Não minta, não invente números, não esconda fatos, atualize suas estruturas físicas e intelectuais. Tenha objetivos e planos traçados. Coloque-os no topo e corra atrás disso, faça planos. Se concentre e tenha em mente seu foco de conquista.
O foco, aliás, é sempre o consumidor, que é exigente e munido de informações por todos os lados. Ele sabe quando sua empresa está alinhada ou não aos bons valores. Seja uma marca 2.0. Inovação deve ser a palavra de ordem para sua empresa. A ousadia nesses tempos é fator decisivo para decidir quem entra, quem sai ou quem permanece na escolha dos clientes.
Seja mais do que bons discursos. Demonstre a todos que a sua empresa é uma marca alinhada com as novas tecnologias, com a preocupação ambiental, social e que está disposta a mudar a realidade ao redor dela.
A propaganda paga, aqui, é o pior negócio. Todos devem falar espontaneamente da sua empresa, instituição ou produto. A publicidade gratuita demonstra que você está fazendo a lição de casa, que sua marca caiu no gosto dos consumidores e que irão levar adiante seu discurso. Irão defender sua empresa, e isso é a melhor propaganda que você nunca poderia pagar.

2.2 - A empresa deve estar 2.0
O novo modelo empresarial, denominado 2.0, não remete somente às questões tecnológicas, mas devemos assumir que o digital move grande parte das novas estruturas de uma marca. Chegou ao mercado agora? Talvez sua empresa provavelmente já esteja no digimundo. Já estava no mercado antes? Sua empresa tem a obrigação de realizar mudanças em suas bases, se por algum motivo ela ainda não tenha feito isso.
Redes e mídias sociais, interação, interatividade, resposta, amostra, produtos verdes. Tudo isso faz parte de uma empresa 2.0. Sua gestão deve ser 2.0. Sua empresa deve ser 2.0 para que você esteja certo de que sua empresa é 2.0. É a questão do ser para dizer que é, do ser para poder estar, e estar para poder ser.
A fórmula é simples, porém o trabalho, não. As análises a serem feitas, os discursos a serem trabalhados, o pessoal a ser treinado e, principalmente, a mídia social a ser fiscalizada. Sim, fiscalizada. Não sejamos tolos ao pensarmos que nenhuma empresa deve fiscalizar as novas mídias. Amigos amigos, mídias sociais à parte. O monitoramento é crucial para um trabalho benéfico em sua imagem.
Entretanto, para monitorar é necessário, antes de tudo, ter o que monitorar. Quais ferramentas sua empresa está utilizando? Quais mídias ela implantou no dia-a-dia dos funcionários? O que ela usa como plataforma de respostas rápidas e reclamações de clientes? Seu pessoal está profundamente preparado para lidar com uma empresa 2.0? Lembre-se: esteja 2.0.

2.3 - A empresa deve fazer 2.0
Fazer 2.0 é tudo aquilo que as outras não fazem, ou, por algum motivo, fazem de maneira precária. Fazer significa agir, correr atrás, demonstrar, construir, modificar e, principalmente, inovar. Trilhe caminhos diferentes, produza de maneira consciente. Faça absolutamente tudo para sua empresa mudar padrões atuais e melhorá-los, agregando valor à sua marca.
Os discursos traçados, os objetivos visados e os planos a serem empregados levarão sua empresa para um patamar diferente, novo, conceitual. Faça 2.0, esteja 2.0 e seja 2.0. Repetindo: a fórmula é simples, o trabalho, não. Porém, com o tempo sua empresa irá ganhar novos rumos, objetivos, forças e, sobretudo, clientes.

Sua empresa já é 2.0? Se ainda não, o que precisa ser feito para que ela entre nesse novo modelo?

A seguir temos uma apresentação do Fábio Seixas, sócio-fundador do Camiseteria.com, comentando os novos conceitos de gestão das empresas 2.0.


Empresa 2.0 - Novos conceitos de gestão

View more presentations from Fabio Seixas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mário de Oliveira Filho - Uma opção para o mesmismo de nossa política

Com a proximidade das eleições e como um bom brasileiro que sou, jamais me eximiraria da obrigação civíl de pedir aos meus compatriotas que não se deixem levar pelos apelos de uma mídia lesiva e direcionada, devemos analisar cada opção e votarmos com consciência.
Recentemente tive contato com um vídeo que me chamou à reflexão e que gostaria de compartilhar aqui: Entrevista Mário de Oliveira Filho

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Kanban como uma alternativa ao Scrum

Desenvolvimento de software moderno é dinâmico e aquilo que nós aprendemos com as iterações pode evoluir para os próximos paradigmas. Nesta apresentação rápida Rodrigo Yoshima apresentará o Kanban como uma alternativa ao Scrum e a outros processos iterativos. Se um processo cadenciado em Time-boxes são um problema para você ou sua empresa, saiba que iteratividade é uma limitação e não uma qualidade do seu processo.

Kanban - Rodrigo Yoshima from Bluesoft on Vimeo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Minuta preliminar do anteprojeto do Marco Civil da Internet no Brasil

A minuta preliminar do anteprojeto do Marco Civil da Internet no Brasil está estruturada de acordo com as exigências formais de um projeto de lei. O texto, que reflete os resultado da primeira fase do projeto, está organizado em 33 artigos, agrupados em cinco capítulos: disposições preliminares; dos direitos e garantias dos usuários; da provisão de conexão e de serviços de internet; da atuação do poder público; e disposições finais.
O teor dos dispositivos trata de conceitos jurídicos tradicionais, tais como liberdade de expressão, privacidade e cidadania, procurando relacioná-los aos pontos específicos e polêmicos da cultura digital, entre os quais direito de acesso, qualidade da conexão, tráfego de dados, guarda de registros e responsabilidade por conteúdos de terceiros.
As dificuldades para legislar sobre a Internet são muitas, mas o desafio não pode ser ignorado. O modelo de debate aberto, aposta no reconhecimento e na valorização da participação social como caminho democrático para um diálogo adequado entre o Direito e a cultura digital. E por isso, a contribuição de cada pessoa, de cada empresa e de cada organização, a partir de sua experiência específica com a rede, em resumo, uma participação plural é fundamental para que realidade tão rica e diversificada dos múltiplos usos possíveis da Internet possa ser espelhada no anteprojeto que será enviado para o Congresso Nacional.
Participe e divulgue

terça-feira, 6 de abril de 2010

Agile Brasil 2010

A Conferência Brasileira sobre Métodos Ágeis de Desenvolvimento de Software – Agile Brazil 2010 – é uma conferência nacional sem fins lucrativos organizada por representantes das principais comunidades ágeis brasileiras. O evento tem como objetivo promover a comunicação e a colaboração entre seus integrantes visando à disseminação coordenada da cultura Ágil por todo o país.
O evento acontecerá no campus central da PUCRS, em Porto Alegre, de 22 a 25 de Junho. Contará com cursos, apresentação de trabalhos e relatos de experiência provenientes de várias regiões do país.

Site do evento

quarta-feira, 10 de março de 2010

10 erros que podem fazer o seu negócio quebrar, literalmente!

1. Pare de pensar grande demais.
Se você quer ser uma corporação grande como uma Apple, Google ou Microsoft, você precisa pensar grande, certo? Errado!
Nenhuma dessas empresas começou pensando grande. Pensar grande só lhe fará gastar mais dinheiro do que você tem e mais importante ainda, fará com que você ande ainda mais devagar.
Agilidade é o que você tem e uma grande corporação não tem. Você pode ser mais rápido que as grandes corporações mesmo que você tenha muito menos recursos. Quando você tem uma equipe pequena e um pouco de dinheiro no banco, você tende a fazer o que for preciso para sobreviver.

2. Saia da sua caverna.
Você tem alguma idéia de até aonde você quer chegar com a sua empresa? Eu espero que não, pois a sua visão provavelmente é diferente das visões do seu cliente.
Você precisa cair fora dessa mentalidade do "EU QUERO", porque o que você quer não importa. O que importa é o que o seu cliente quer.
Comece a fazer pesquisas com os seus clientes para entender o que eles querem e, mais importante ainda, o porquê eles querem isso. Isso irá ajudar você a criar um produto que seus clientes ficariam muito tristes caso esse produto não existisse. Essa pesquisa lhe ajudará a ganhar mais dinheiro.

3. O dinheiro não resolve problemas, ele causa mais.
Se você acha que dinheiro é o que você precisa, você está errado. Ter pouco dinheiro incentiva mais a criatividade e permite você ter idéias únicas de como chegar aonde você precisa.
E mais, quanto mais dinheiro você tem, mais acomodado você fica. E quanto mais confortável você fica, mais a sua empresa irá sofrer.
Por exemplo, a minha primeira empresa eu não tinha muito dinheiro, então eu não tinha outra opção a não ser fazer com que fosse lucrativa o mais rápido possível.
Por outro lado, na minha segunda empresa, eu tinha mais dinheiro e não me preocupei tanto com a lucratividade. Isso fez com que o crescimento fosse bem mais lento que o esperado.
Então antes de cair na estrada por 6 meses para arrecadar um monte de VC, pense sobre até onde você chegaria se gastasse aquele tempo trabalhando no seu negócio.

4. Não contrate rápido demais.
Você saberá que o negócio está bom se em determinado momento você precisar de mais empregados. Porem, antes de fazer sua primeira contratação, você precisa saber em quais barricadas esse empregado irá se deparar.
A única maneira de saber quais barricadas são essas e como resolve-las é se você tentar e fizer o trabalho deste empregado por um tempo. Então antes de contratar alguém para um novo cargo, tenha certeza que passou por essa função por pelo menos 1 semana.

5. É melhor ter fome que talento
Contratar pessoas talentosas é como jogar dinheiro pelo sanitário. Sim, geralmente é um sacada contratar pessoas talentosas, mas esse não é o caso para startups.
Eles exigem salários altos
Eles se movimentam mais lentamente
Eles não ficarão pra sempre
Eles ficam presos com eles mesmos
Empregados que acabaram de sair da faculdade e estão procurando algo no mundo corporativo estarão com muito mais fome. Eles não possuem todas as opções que os talentosos possuem, então eles trabalharão muito mais e por um valor muito menor.
E mais, não é só porque a pessoa fez algo muito bom no emprego anterior que no novo ela também fará.

6. Emoções e Negócios não combinam
É difícil pensar sem emoção. Para os jovens, a maioria das decisões são tomadas com base na emoção ao invés da lógica. Então porque você deveria para logo agora?
Você chegará muito mais longe se começar a basear suas decisões em métricas.
Algumas vezes, a melhor forma de fazer isso é dar um passo pra trás, respirar, quando a coisa estiver muito emocional. Quando estiver mais calmo, você poderá reavaliar a situação e tomar a decisão.

7. Não coloque o carro na frente dos bois
Empreendedores têm uma tendência a ficar preso no País das Maravilhas, onde você começará a sonhar com a quantidade de dinheiro que você vai ganhar.
Eu odeio dar essa notícia, mas sonhar é improdutivo. Não existe nenhuma forma de prever se você vai se dar bem. Então, para de sonha!
Se você irá seguir os passos de alguém, siga os da NIKE simplesmente faça (just do it). Se você quer ser rico e bem sucedido, você terá que trabalhar pesado. Não existem atalhos.

8. Foco, foco e foco
Expandir é uma ótima maneira de criar novas rendas e diversificar. Porem para a sua empresa é uma péssima idéia. Seguem algumas dicas de porque é preciso de foco:
Engatinhe antes de andar. Eu não quero ofender você, mas o seu negócio é como um bebê. Você é ingênuo e ainda tem muito a que aprender, mas você fica doido pra fazer tudo que os meninos mais velhos estão fazendo. Se você tentar e correr antes de aprender a andar, você vai se machucar (ou no mundo corporativo, você cometerá muitos erros).
Não divida você em pedaços muito pequenos, não há tempo suficiente em um dia, para gerenciar diversas empresas. Você terá mais chance de sucesso se investir todo o seu tempo e energia em uma só empresa.
Domine primeiro, sua empresa valerá muito mais se você for o líder na sua área. Antes de expandir, você deve tentar e se tornar o líder na sua área.

9. Você não é tão inteligente assim
Se você acha que sabe mais do que a concorrência, você está errado. Nunca subestime a concorrência, porque não importa o quão burro eles pareçam ser, eles ainda assim conseguiram criar uma empresa que é maior do que a sua.
Não tenha medo de perguntar a outras pessoas por opinião. Não tem nada de errado em perguntar e pedir ajuda. Essa ajuda vai lhe poupar tempo, dinheiro e até lhe trazer dados a mais sobre a concorrência.

10. Todo detalhe é importante
Você não terá o controle de tudo pra sempre. Eventualmente você passará o controle das contas para um contador e o recrutamento para um profissional de RH, e provavelmente também passará para outro a gerência dessas pessoas na sua empresa.
Mesmo sabendo que você não pode fazer tudo, você precisa saber o que está acontecendo na empresa. Mesmo os funcionários mais inteligentes cometem erros bobos, então se você souber o que está acontecendo você poderá ajudar a prevenir alguns destes.

Conclusão:
Não acabe com o seu negócio por conta de erros bobos, aprenda com os erros de outros empreendedores e não deixe que se repitam com você.
E se por acaso você vier a cometer algum erro bobo, não se preocupe, todos nós fazemos. Mas o que separa os empreendedores bons dos ruins é que o bom aprende com o próprio erro e segue adiante.


Tradução do original "10 Business Mistakes That Will Nearly Break You...Literally" de Neil Patel